segunda-feira, 21 de setembro de 2009
Vinte e dois de setembro de dois mil e nove
terça-feira, 15 de setembro de 2009
O último crepúsculo ou o encontro com a paz
Verão de 1991, lá estava eu frente a frente com a morte, o sol se despedia de mim com um lindo pôr-do-sol, a brisa quente tocava minha pele como me abraçando em uma despedida, muitas coisas passaram pela minha vida e agora eu só queria passar da vida para minha morte.
...Carnaval de 1991, conheci uma linda garota, cabelos ruivos, olhos cor de mel, corpo escultural como uma ninfa grega.
O envolvimento foi inevitável algo me prendia a uma paixão doentia, insaciável e incontrolável, cada vez que fazíamos amor era como um sonho onde não havia limites.Porém o carnaval acabou e o amor também.
Nos primeiros meses não percebi a falta que ela me fazia, não fora apenas do sexo que sentia falta mas também da pele, dos seus toques, dos carinhos e de sua voz; pelo o pouco que conversamos senti que tínhamos muitas coisas em comum, mas o ser humano realmente só dá valor ao que se conquista quando perder. Como podia deixá-la ir sem nem ao menos ter o meu telefone?
No outono quando as folhas caíram, eu também caí. Sentia o vazio inexplicável e independente do que eu fazia, comprava, usava e independente das garotas com que eu dormia o vazio não se preenchia.Como pude deixar o instinto prevalecer acima do sentimento?
Mas o pior estava por vir no inverno. Nessa estação eu não teria apenas caído mas chegado ao fundo do poço, meu desejo era de apenas ficar sozinho, tinha a sensação de que o mundo conspirava contra mim, meu fracasso e minha impotência diante do fato dela não ter ficado ao meu lado após o carnaval.
A primavera foi se aproximando e a minha depressão foi aumentando, não tinha vontade de comer, de sair, de me divertir, cheguei ao ponto de faltar tanto ao trabalho que fui demitido. A partir daí minha depressão deixava de ser algo intimamente meu e se tornou algo público, meus pais tentaram de todas as formas me animar me apresentando a novas mulheres tentando fazer com que eu saísse de qualquer forma de casa, mas nada disso adiantava.Só tentei mudar a situação ao ver minha mãe chorando, implorando aos céus para que eu melhorasse, então disse a ela para que me arranjasse um psicólogo.
A consulta foi marcada para o dia 23 de dezembro, primeira segunda-feira do verão, a consulta era com uma doutora chamada Jaqueline Tamandaré.No dia da consulta acordei com um estranho frio na barriga, como se minha barriga fosse cortada, aberta e colocassem uma brisa gelada do inverno.
Ao chegar no consultório senti um cheiro familiar, era o cheiro dela, eu tinha certeza, ela estava ali, procurei por ela no rosto de todas as mulheres que estavam na sala de espera mas não encontrei apenas o cheiro estava lá.
Depois de meia hora esperando finalmente ia ser atendido, conforme eu ia me aproximando da porta o cheiro iria aumentando, não podia acreditar que a ironia do destino seria tão grande a ponto dela que foi a causadora do meu problema ser a minha grande salvação.
Quando abri a porta meu coração saltou pela boca, pois agora coração, olhos e nariz tinham a certeza que era ela, a única reação que tive foi de a abraçar e dizer que a amava, ela olhou assustada pelo jeito não me reconheceu, mas eu lhe perguntei sobre onde ela passou o carnaval e pouco a pouco ela foi lembrando de mim, porém quando ela disse ter lembrado de mim a reação dela não foi a esperada, ela não se desmoronou em lágrimas como os temporais do verão e sim se tornou fria como as manhãs de inverno, lhe contei tudo sobre o que tinha passado por ela, que senti falta dela, e que percebi que nós tínhamos uma ligação, que eu só estava ali ‘graças’ a falta que ela me fez, mas mesmo com todo o calor do meu amor eu não conseguia descongelar a geleira que estava perante a mim.Então perguntei a ela sobre o que havíamos passado e recebi a resposta de que aquilo não foi nada de mais e que aquele carnaval seria como uma despedida de solteiro pra ela e que ela já está até casada e aquilo que tivemos era nada mais nada menos do parte da despedida, naquele momento a geleira se desmoronou sobre mim, o sangue parou de circular pelo meu corpo e o frio tomava conta de mim, o vazio que eu tinha se tornou em um buraco negro que estava me corroendo e me diluindo de dentro pra fora, meu único impulso foi de levantar e correr em direção ao elevador, desci ao estacionamento entrei no meu carro e fui direto pra minha casa, no caminho fui admirando o lindo começo de pôr-do-sol , o céu estava alaranjado com pintas azuis algo completamente psicodélico e lindo, aquela era minha despedida já existia nada dentro de mim, nem eu mesmo existia dentro de mim, era como se a luz estivesse acessa mas ninguém estivesse em casa.
Estacionei o carro cumprimentei o porteiro subi pro meu apartamento, me sentei no sofá mas rapidamente me levantei voltei pro elevador e subi ao terraço dali a visão era linda o sol finalmente estava se despedindo e a noite estava adentrando a terra, repito a visão era linda subi em cima do para-peito e lá estava eu frente a frente com a morte, o sol se despedia de mim com um lindo pôr-do-sol, a brisa quente tocava minha pele como me abraçando em uma despedida, muitas coisas passaram pela minha vida e agora eu só queria passar da vida para minha morte.
domingo, 13 de setembro de 2009
Estar em si - Fernando Carrara

Será que você sabe realmente quem você é? Muitas vezes estamos dando o melhor de nós, mas não estamos satisfeitos com o que conseguimos. Isso acontece porque quando não nos conhecemos interiormente, o melhor de nós é muito pobre, muito vazio. Muita gente olha para os filhos, esposa, bens materiais e acha que a resposta está neles. Quando isso acontece, sua imagem perde a referência, você vira personagem da vida alheia. Começamos a inventar desculpas para nossas impossibilidades.
Você começa a estar em si quando percebe que tudo na sua vida depende de você, sua felicidade, sua emoção e sua razão. Estar em si é encontrar paz nos momentos difíceis da vida, é silenciar num momento de incompreensão do outro. É aceitar e compreender a visão de vida de cada pessoa, entender que todos somos iguais sim, mas com pontos de vista e escolhas diferentes.
Estar em si é não ter medo de demonstrar emoção, de chorar quando sentir vontade, com medo que as pessoas achem que você é fraco. É sentir na alma a decepção, mas ter a consciência de que o mundo não acabou. É entender que cada experiência é uma nova lição.
É aprender a curtir ao máximo as pessoas que amamos, pois a perda é inevitável. É ter a humildade para reconhecer os erros, e a sabedoria para crescer com eles. É não cobrar atitude de pessoas que você sabe que não estão preparadas para tal. É dar uma chance a si mesmo em cada novo desafio, e entender que desafios são degraus de subida e não barreiras que devem ser derrubadas. É entender que o fracasso não existe, mas sim, que você aprendeu que ?aquela? maneira de agir não funciona.
Quem está em si mesmo ama livremente, sem cobranças, protegendo suavemente, sem esperar nada do outro, a não ser sua felicidade. Quem está em si mesmo, sabe que antes de amar o outro, precisa amar-se. É saber que não são os outros que lhe magoam, mas sim, que você se "deixa magoar".
É prosseguir sempre, é crescer sempre, é aprender sempre, tendo a humildade suficiente para enxergar e respeitar as diferenças de comportamentos daqueles que não estão no mesmo caminho. É saber que apesar de tudo, apesar da hipocrisia de muitos, apesar do medo de amar e ser amado, apesar de muitos prenderem seus sentimentos mais puros em nome da moral e bons costumes, apesar de todas as ilusões que as pessoas enfrentam e vivem, a vida vale a pena sim.
Estar em si mesmo é ter a real convicção da própria vida, da vida das pessoas, do amor que esta envolta dos corações deprimidos procurando uma brecha para brilhar sua Luz e ascender para um novo mundo. O seu mundo!
quinta-feira, 3 de setembro de 2009
Quinta feira!
E tive tudo aos meus pés."
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
Como a chuva só desmancha
pensamento sem razão
Subitamente se afaste
Quando eu estiver fogo
Suavemente se encaixe
Suplico que não me mate, não
Dentro de ti, dentro de ti
Nós poderíamos gastar a noite;
Assistir a terra surgir
Eu tenho crescido cansado desse lugar;
Você não virá comigo?
Nós poderíamos começar outra vez.
Como você faz isto?
Me fazer sentir como eu sinto!
Como você faz isto?
E melhor do que tudo que eu conhecia.
Encontre-se comigo no espaço
Eu poderei te segurar perto;
se estiver com medo de alturas
eu preciso que você veja esse lugar;
parece ser o único caminho
que eu posso mostrar como e
se sentir dentro de você.
Como você faz isto?
Me fazer sentir como eu sinto!
Como você faz isto?
E melhor que tudo do que eu já conhecia"
terça-feira, 11 de agosto de 2009
Esse mecanismo está prestes a parar
"Eu me encantei num verdadeiro amor
E tive tudo aos meus pés
Trouxe o mar aqui pra te beijar amor
Parei o tempo só pra viver
Eternamente ao lado teu
Colhendo risos da manhã,
Pois foi assim,
Sempre manhã
Em mim
Fiz do teu olhar o meu espelho, a luz
Sempre brilhante em nós dois
E o teu olhar foi o veneno então
Quando lembrei dizer: ' eu quero mais '
E o mundo se desmoronou
E éramos sós ao perceber
A solidão
Multiplicar
O não
Em si
Não queria entender
Todas as vezes que me joguei
Sobre marolas de amor
Não queria esquecer
Então virava deus em nós dois
Vingando sempre a mim
Determinando o fim
Enquanto o mundo via o mal
Que o tempo fez ao nos deixar
Levando luz à escuridão
Iluminando o proibido
Trazendo à tona teus segredos
E destruindo a paixão
De então
Eu, que só queria um verdadeiro amor
E tive tudo aos meus pés."
segunda-feira, 3 de agosto de 2009
1cruzeiro
Todo mundo encontra o que procura!
Mas o que eu procuro não existe.
Se não existe então por que eu procuro?
E se tudo mundo encontra o que procura, por que só eu não encontro?
Não adianta esbravejar deus e o mundo, você encontra o que procura.
As vezes você pode procurar algo até sem saber que esta procurando,
ou que talvez nem você mesmo saiba.
Só sei que eu não me encaixo em nada, em um estilo de vida, em um grupinho, ou até em uma época.
Vivo em um tempo e espaço que não é meu.
Todo o trivial eu sei de côr, mas o principal é sempre algo oculto.
Mas ae, qual verdade é a verdadeira?

